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CULTURA GERAL E ATUALIDADES
Assim nasceu a independência
LINK: http://educaterra.terra.com.br/almanaque/7setembro/independencia_0.htm
Fonte: Terra-Almanaque
Embora o país tenha começado a romper os grilhões coloniais no instante em que D.João VI abriu os portos "às nações amigas", em janeiro de 1808, os fatos que antecederam a independência do Brasil estão diretamente ligados à Revolução Liberal do Porto, que eclodiu em agosto de 1820.
Portugal era então governado pelo marechal inglês Beresford, que expulsara os franceses do país. Indignados com a situação (e com o fato de custearem a permanência de D.João VI no Brasil), os revoltosos se aproveitaram da ida de Beresford ao Rio para deflagar o movimento. Além de forçar D.João VI a retornar a Portugal, a junta provisória que assumiu o controle do país decidiu reconvocar as Cortes Gerais Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa, que, noutros tempos, eram reunidas em épocas de crise. E foi graças à intransigência das Cortes que os fatos se precipitaram, não deixando aos brasileiros outra opção que não a luta pela independência. Como Portugal não tinha uma Constituição, D.João VI foi forçado a jurar uma nova, que se baseava na Constituição espanhola de 1812.
Pelas novas regras do jogo, o Brasil - que, desde 1808, ocupava uma posição de supremacia no império português - perdia seus privilégios e teria de voltar a se submeter inteiramente ao governo da metrópole. Mas o novo regime, representativo, permitiria a participação brasileira no governo de Lisboa. O problema era que, de acordo com as novas leis, as colônias eram sub-representadas e as eleições, indiretas. Assim sendo, das 181 cadeiras das Cortes, apenas 72 poderiam ser ocupadas por deputados brasileiros - e, entre esses, havia os que eram francamente favoráveis à metrópole. Apesar dessas vantagens, as Cortes sequer esperaram que todos os representantes do Brasil chegassem a Lisboa para, em 7 de março de 1821 (com somente 46 dos 72 brasileiros presentes no plenário), votar a emenda que simplesmente dissolvia o reino do Brasil.
Na verdade, não era difícil perceber que o propósito básico das Cortes era "recolonizar" o Brasil. Em sessões tensas e tumultuadas (foto acima), com os deputados quase trocando sopapos, as Cortes decidiram que o Brasil não apenas deixaria de ser um reino unido a Portugal como também o vice-reinado, com sede no Rio de Janeiro, não seria reestabelecido. Em vez de possuir um governo central, o Brasil seria dividido em províncias autônomas, cujos governadores (militares) seriam nomeados pelas próprias Cortes.
Foram eliminadas também todas as agências, repartições públicas e tribunais de justiça estabelecidos depois de 1807. Além disso, estavam sumariamente demitidos todos os juízes, advogados, escreventes e burocratas que ocupavam esses postos. E, como se não bastasse, as Cortes exigiam o retorno imediato a Lisboa do príncipe regente já que, na opinião dos deputados, não tendo mais o Brasil um governo central, a presença de D. Pedro no Rio passava a ser figurativa. Mas as Cortes decidiram também que não havia lugar para D.Pedro em Portugal: o príncipe deveria fazer, incognitamente, "uma viagem pela Inglaterra, França e Espanha para aprofundar sua educação, de modo a, algum dia, poder ocupar condignamente o trono lusitano".
Uma declaração de guerra não teria efeito maior: enquanto o Brasil se preparava para entrar no século 19, as Cortes propunham um retorno ao século 17. Embora as determinações fossem absurdas e injustas, D.Pedro estava decidido a cumpri-las. Afinal, as tropas portuguesas estacionadas no Rio e os comerciantes lusitanos residentes no país assim o exigiam. Mas então, em janeiro de 1822, o príncipe recebeu uma petição escrita por José Bonifácio (imagem ao lado) e assinada por toda a junta provincial de São Paulo. Era um documento poderoso, que clamava que o príncipe desafiasse as Cortes e permanecesse no Brasil. O texto, comovente, emocionou D.Pedro - e mudou o rumo da história do Brasil.
Eduardo Bueno/Zero Hora/Agência RBS
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CULTURA GERAL E ATUALIDADES
Ciência atropelou a ficção científica na virada do século
LINK: http://vestibular.uol.com.br/atualidades/ult1685u305.jhtm
Fonte: UOL
Carlos Roberto de Lana*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Estudar ciências, muitas vezes, parece mais chato do que ir ao cinema. Nenhuma surpresa. A produção de um filme de sucesso geralmente consome meses de trabalho especializado para criar mais ou menos duas horas de diversão.
Quando o filme é de ficção científica a competição se torna ainda mais desleal, uma vez que o gênero é rico em efeitos especiais mirabolantes, ação vertiginosa e histórias cheias de imaginação.
Imaginação insuficiente
Mesmo assim, muito desta imaginação é insuficiente para acompanhar a velocidade dos avanços científicos e tecnológicos da vida real. O século 21 não começou repleto de carros voadores, teletransportes e robôs domésticos, como várias obras do gênero vislumbraram.
Esses fatos não precisam ser encarados como um sinal de fracasso de nossa ciência e tecnologia, pois estas previsões, embora fascinantes, eram um tanto pobres em concepção. Elas ampliavam as capacidades das tecnologias da época, mas não imaginavam tecnologias com capacidades inéditas.
Carros voadores e teletransportes, por mais impressionantes que sejam, continuam não passando de meios de levar as pessoas de um lugar para outro e robôs domésticos se limitam a substituir o trabalho braçal humano.
Criando novas necessidades
Imaginava-se que o progresso técnico traria soluções novas para antigas necessidades.
O que de fato ocorreu em muito maior escala é que este progresso criou novas necessidades, que não existiam antes do desenvolvimento de determinadas tecnologias.
Um exemplo, claro, é a internet. A rede mundial de computadores não ampliou as alternativas de informação existentes. Criou alternativas de informação absolutamente inéditas, potencializadas pelo poder de varredura dos motores de busca, principalmente o google.
A internet também veio na contramão da grande maioria das previsões ficcionais sobre o futuro dos computadores, quase sempre representados na figura de um gigantesco e poderosíssimo mainframe que centralizava todos os processamentos eletrônicos, muitas vezes como metáfora da tirania do automatismo sobre a individualidade humana.
Desencontros entre ficção e realidade
O que aconteceu de fato foi exatamente o contrário. Ao invés de um enorme e centralizado hardware, o universo cibernético se dividiu em centenas de milhões de pequenas unidades processadoras autônomas, interligadas entre si em escala mundial, o que dá a rede mais poder de informação do que qualquer computador individual poderia comportar, independente de seu tamanho.
Outro ponto de distanciamento, sutil, mas expressivo, entre a realidade cientifica e a ficção, no caso da tecnologia eletrônica da informação, foi que os ficcionistas costumavam apostar suas fichas nos hardwares, como o célebre supercomputador HAL 9000 de "2001, Uma Odisséia no Espaço".
Na realidade atual, foram os softwares que conquistaram o lugar de destaque, comandando quase tudo que os computadores fazem, deixando para as máquinas o papel de fornecer o ambiente físico, velocidade de processamento e capacidade de memória. Uma curiosidade: quem quiser saber de onde veio o nome do computador HAL 9000 deve apenas substituir suas letras pelas imediatamente seguintes na ordem alfabética.
*Carlos Roberto de Lana é engenheiro químico e professor.
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MÚSICA
MPB... música popular?
Álvaro T. Cavajani
Casa do Brasil do Uruguay
A música é uma das grandes jóias culturais do Brasil que pode combinar poesia, melodia e dança ao mesmo tempo; poucos países no mundo bebem tão bem desta fonte quanto o Brasil.
Segundo o Dicionário Aurélio, música significa “arte e ciência de combinar os sons de modo agradável ao ouvido”. No entanto, do ponto de vista da qualidade, sabemos que existem aquelas que são consideradas realmente boas e aquelas que não são consideradas tão boas assim. A esse respeito o fato é que, na medida em que o tempo passa, o nosso ouvido vai tornando-se cada vez mais exigente, passando a selecionar tudo muito melhor. De forma natural, amadurecemos ao escutar novos intérpretes e compositores, e evoluímos melhor ainda quando começamos a pesquisar sobre músicas dos tempos idos. Penso que somente a partir daí é que chegamos a certo grau de conhecimento para falar de qualidade musical.
No Brasil, temos a Música Popular Brasileira - MPB, sendo a mais popular delas, sem dúvida alguma, o samba - seu gênero matriz. Na verdade, a sigla MPB provém dos anos 70, época da ditadura. Naquele tempo, a “MPB” consistia em um movimento criado pelas camadas universitárias; eram sambas feitos por um grupo de pessoas que pretendiam diferenciar-se de outro grupo: aquele composto por “não universitários”. Desta forma nascia no Brasil a “MPB”, sigla, obviamente, de caráter bastante discriminatório.
Hoje em dia a MPB integra tudo: Rock, Bossa Nova, Samba, Axé Music, Pop, Sertanejo, Instrumental, Funk, Forró, etc. Entretanto, não é incomum a constatação de um mal uso da sigla tanto por parte dos estrangeiros, quanto dos próprios brasileiros. Frequentemente escutamos alguém dizer: “prefiro MPB ao samba”. Essa afirmação revela não só um sentido pejorativo atribuído ao gênero musical, como também uma grande falta de conhecimento sobre o assunto.
Falando em samba, é fato comum vermos algumas pessoas dizerem: “samba de raiz”. Referir-se ao samba desta forma, também resulta discriminatório pois o samba é um só, já que foi o samba – casando-se com o jazz – que gerou a Bossa Nova. Antigamente, os grandes compositores como João Gilberto (antes do movimento Bossa -1958) cantavam músicas que chamavam de “samba”, mas a partir desses anos as pessoas começaram a classificar o gênero, de modo que hoje em dia existem mais de 30 subgêneros: samba-canção, samba-marcha, samba-enredo, samba de salão, samba-rasgado, samba-frevo, samba de gafieira, samba de São Paulo, sambalanço, samba de partido alto, etc.
A realidade é que todos eles são sambas....mas com diferentes variantes. Temos sambas muito bons (como os feitos por Jorge Aragão, Fundo de Quintal, Cartola, Guilherme de Brito, Adonirán Barbosa, Paulinho da Viola...) e sambas de baixa qualidade (Negritude Jr., Só pra Contrariar, Art Popular, Terra Samba...). Esta distinção não é discriminação e sim objetividade! Então cabe a seguinte pergunta: “por que é mais divulgado pela mídia este último tipo de música”? A resposta a esta pergunta é simples: “porque com isso o ÚNICO objetivo é o rápido e imediato consumo, além do entretenimento”.
Finalizo as minhas considerações sobre esta temática deixando a mensagem do escritor André Diniz (autor do livro Almanaque do Samba, 2006), a qual diz que apenas com a garantia de justiça social e dignidade a todos, “As rosas não falam”, “Vai passar” e outras obras de de compositores como Cartola poderão ser consumidas em massa pelo prazer estético, além do entretenimento.
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MÚSICA
Veja os brasileiros indicados ao Grammy Latino de 2007
LINK: http://musica.uol.com.br/ultnot/2007/08/29/ult89u7933.jhtm
FONTE: UOL
Vários artistas brasileiros concorrem na oitava edição do Grammy Latino, que será realizada em 8 de novembro, no Centro de Eventos Mandalay Bay, em Las Vegas (EUA). A premiação tem 17 categorias que se dividem em nada menos que 49 prêmios, desde "Música do Ano" até "Melhor Álbum Tropical Contemporâneo". A categoria 12, dedicada ao Brasil, tem oito prêmios diferentes.
O único artista brasileiro a figurar na categoria principal é Rick Vallen, descoberto no programa do apresentador Raul Gil em 2004. O cantor disputa o prêmio de "Artista Revelação".
Na categoria "Cantores- Compositores", Caetano Veloso concorre com "Cê" ao prêmio de "Melhor Álbum de Cantor- Compositor". Já Ivete Sangalo participa da categoria "Vídeo Musical", com seu especial "Multishow Ao Vivo no Maracanã", indicado ao prêmio de "Melhor Vídeo Musical Versão Longa". Somando suas indicações de "Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro" e "Melhor Canção Brasileira" (essa dirigida aos compositores da canção "Berimbau Metalizado", Miro Almeida, Dória e Duller), Ivete Sangalo é a artista brasileira que mais aparece em prêmios - três. O campeão geral é o cantor dominicano Juan Luis Guerra, que concorre em cinco prêmios.
Os Mutantes foram agraciados com duas indicações, uma por "Melhor Álbum de Rock Brasileiro" e outra por "Melhor Projeto Gráfico de Álbum", ambas para o disco "Ao Vivo - Barbican Theatre, Londres 2006". Caetano Veloso, que também concorre em "Melhor Canção Brasileira" com "Não Me Arrependo", é outro artista brasileiro com duas indicações. O terceiro e último é Lenine, que com seu "Acústico MTV" pode ganhar os prêmios de "Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro" e "Melhor Engenharia de Gravação de Álbum".
Confira todas as categorias internacionais disputadas por brasileiros no Grammy 2007.
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EDUCAÇÃO E MERCADO DE TRABALHO
José Pedro Varela e a educação no Rio de Janeiro
Rodrigo Scheuer Brum
IIPC
Você sabia que na cidade do Rio de Janeiro existem três centros de ensino público que têm como patrono José Pedro Varela? São eles: Escola Municipal José Pedro Varela no bairro da Pavuna, zona norte, administrada pela Prefeitura da capital. Ainda na zona norte, mas agora no bairro da Tijuca, a 3 km do Estádio Maracanã, outro: Colégio Estadual José Pedro Varela, sob a responsabilidade da Secretaria de Estado de Educação. E por fim, mas não menos importante, na região central da cidade, pertinho dos Arcos da Lapa, encontramos o CIEP/Brizolão José Pedro Varela.
Apesar da precariedade ainda existente no Brasil no que se refere à educação, as escolas cariocas apresentam um bom nível de aproveitamento se comparadas à maioria dos Estados do país. Atualmente, o Estado do Rio de Janeiro é o que apresenta o menor índice de analfabetismo do Brasil: 4% (segundo números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2005). Este resultado pode estar relacionado em boa parte ao projeto CIEP como o José Pedro Varela.
Os CIEP - Centros Integrados de Educação Pública, idealizados pelo antropólogo e educador Darcy Ribeiro (1922-1997), projetados pelo reconhecido arquiteto Oscar Niemeyer (1907-) e construídos ao longo de dois governos estaduais (1983-1986 e 1991-1994), por Leonel Brizola (1922-2004), eram locais que tinham como principal objetivo oferecer uma educação pública de qualidade em período integral, aos alunos da rede estadual (Rio de Janeiro).
No total, foram construídas 506 unidades --sendo o CIEP José Pedro Varela um dos primeiros, inaugurado em 1986. Niemeyer procurou projetar escolas amplas, bonitas e 30% mais baratas que os edifícios convencionais. As construções contavam sempre com a mesma estrutura: um edifício principal com três pavimentos abrigando salas de aula, centro médico, cozinha, refeitório, banheiros, áreas de apoio e recreação; um ginásio esportivo habilitado também para atividades artísticas e culturais; uma biblioteca e dormitórios. Alguns CIEPs contavam com piscinas.
Todos os alunos tinham aulas das 8h às 17h. Além do currículo regular, atividades culturais e educação física, contavam com refeições completas e atendimento médico e odontológico. O projeto previa também a retirada de crianças carentes das ruas e levá-las para o CIEP, onde teriam os chamados "pais sociais", que eram funcionários públicos que também residiam ali. Cada CIEP tinha capacidade em média para mil alunos.
Em 1993 esse projeto chegou a absorver 54,91% do orçamento do Estado do Rio de Janeiro, mas com o passar dos governos infelizmente o projeto original acabou não sendo mantido, corrigido ou melhorado, mas, sim, desvirtuado. Atualmente apenas um terço das 506 unidades funcionam precariamente em período integral. O restante se transformou em escola estadual comum, de dois ou três turnos. Oficialmente se denominam hoje os CIEPs de “Brizolões”, em óbvia alusão ao governador Brizola.
FONTE:
Brizola Neto - www.brizolaneto.com.br
Secretaria de Educação do Estado do RJ - www.see.rj.gov.br
Prefeitura do Município do Rio de Janeiro - www.rio.rj.gov.br
Wikipedia em português - www.pt.wikipedia.com
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EDUCAÇÃO E MERCADO DE TRABALHO
Em 2020, escolaridade do brasileiro chegará a 9,3 anos
LINK: http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI1820511-EI8266,00.html
FONTE: site Terra
Um relatório apresentado pelo instituto Ernst & Young e pela Fundação Getúlio Vargas prevê que, dentro de pouco mais de 10 anos, a escolaridade média do brasileiro aumentará de 7,4 para 9,3 anos.
O estudo "Brasil 2020: Os Desafios da Economia Global", divulgado nesta semana, faz a estimativa do grau de instrução da população em idade ativa, ou seja, entre 15 e 64 anos. Nesse mesmo período, a população brasileira em idade ativa deve crescer 1,3%.
Segundo o relatório, o aumento no nível de escolaridade da população deve trazer reflexos positivos para o país. O documento estima que profissionais com maior escolaridade serão mais capazes de absorver tecnologia e trabalhar com eficiência.
Além disso, uma força de trabalho maior resultaria em um aumento da escala do mercado interno, o que dá sustentação a investimentos mais expressivos em tecnologia.
Economicamente, os resultados apresentados pelo relatório indicam que, a cada ano adicional de escolaridade, a renda individual aumentaria em 10%. Assim, com a elevação da escolaridade e o aumento da força de trabalho até 2020, a produtividade brasileira deve crescer 0,7% ao ano.
O estudo conclui que, esse aumento da escolaridade, aliado à superação de outras deficiências, levaria o Brasil a ter um PIB anual de US$ 21,3 mil por ano por trabalhador. Com outras políticas, esse valor poderia chegar ainda a U$S 24,5 mil. Hoje, essa cifra não chega a US$ 20 mil, atrás de Chile, Coréia do Sul, Japão e EUA.
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EDUCAÇÃO E MERCADO DE TRABALHO
O Mercado de Trabajo do Uruguay comemora o seu novo site
Na quinta-feira 16 de agosto às 18h se realizou na Cámara Nacional de Comercio y Servicios del Uruguay o seminário “Las tres llaves del empleo sostenible”, em comemoração ao primeiro ano do novo site do Mercado de Trabajo: www.mercadodetrabajo.com.uy
Para maiores informações sobre este importante evento visite o seguinte endereço: http://www.mercadodetrabajo.com.uy/noticias/noticias-masinfo.php?id=45
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CURIOSIDADES DA LÍNGUA
Saiba como surgiu a língua portuguesa
LINK: http://www.portugues.com.br/historia1.htm
FONTE: site Português.com.br
O surgimento da Língua Portuguesa está profunda e inseparavelmente ligado ao processo de constituição da Nação Portuguesa.
Na região central da atual Itália, o Lácio, vivia um povo que falava latim. Nessa região, posteriormente foi fundada a cidade de Roma. Esse povo foi crescendo e anexando novas terras a seu domínio. Os romanos chegaram a possuir um grande império, o Império Romano. A cada conquista, impunham aos vencidos seus hábitos, suas instituições, os padrões de vida e a língua.
Existiam duas modalidades do latim: o latim vulgar (sermo vulgaris, rusticus, plebeius) e o latim clássico ( sermo litterarius, eruditus, urbanus). O latim vulgar era somente falado. Era a língua do cotidiano usada pelo povo analfabeto da região central da atual Itália e das províncias: soldados, marinheiros, artífices, agricultores, barbeiros, escravos, etc. Era a língua coloquial, viva, sujeita a alterações freqüentes. Apresentava diversas variações. O latim clássico era a língua falada e escrita, apurada, artificial, rígida, era o instrumento literário usado pelos grandes poetas, prosadores, filósofos, retóricos... A modalidade do latim imposta aos povos vencidos era a vulgar. Os povos vencidos eram diversos e falavam línguas diferenciadas, por isso em cada região o latim vulgar sofreu alterações distintas o que resultou no surgimento dos diferentes romanços e posteriormente nas diferentes línguas neolatinas.
No século III a.C., os romanos invadiram a região da península ibérica, iniciou-se assim o longo processo de romanização da península. A dominação não era apenas territorial, mas também cultural. No decorrer dos séculos, os romanos abriram estradas ligando a colônia à metrópole, fundaram escolas, organizaram o comércio, levaram o cristianismo aos nativos. . . A ligação com a metrópole sustentava a unidade da língua evitando a expansão das tendências dialetais. Ao latim foram anexadas palavras e expressões das línguas dos nativos.
No século V da era cristã, a península sofreu invasão de povos bárbaros germânicos ( vândalos, suevos e visigodos). Como possuíam cultura pouco desenvolvida, os novos conquistadores aceitaram a cultura e língua peninsular. Influenciaram a língua local acrescentando a ela novos vocábulos e favorecendo sua dialetação já que cada povo bárbaro falava o latim de uma forma diferente.
Com a queda do Império Romano, as escolas foram fechadas e a nobreza desbancada, não havia mais os elementos unificadores da língua. O latim ficou livre para modificar-se.
As invasões não pararam por aí, no século VIII a península foi tomada pelos árabes. O domínio mouro foi mais intenso no sul da península. Formou-se então a cultura moçárabe, que serviu por longo tempo de intermediária entre o mundo cristão e o mundo muçulmano. Apesar de possuírem uma cultura muito desenvolvida, esta era muito diferente da cultura local o que gerou resistência por parte do povo.
Sua religião, língua e hábitos eram completamente diferentes. O árabe foi falado ao mesmo tempo que o latim (romanço). As influências lingüísticas árabes se limitam ao léxico no qual os empréstimos são geralmente reconhecíveis pela sílaba inicial al- correspondente ao artigo árabe: alface, álcool, Alcorão, álgebra, alfândega... Outros: bairro, berinjela, café, califa, garrafa, quintal, xarope...
Embora bárbaros e árabes tenham permanecido muito tempo na península, a influência que exerceram na língua foi pequena, ficou restrita ao léxico, pois o processo de romanização foi muito intenso.
Os cristãos, principalmente do norte, nunca aceitaram o domínio muçulmano. Organizaram um movimento de expulsão dos árabes (a Reconquista). A guerra travada foi chamada de "santa" ou "cruzada". Isso ocorreu por volta do século XI. No século XV os árabes estavam completamente expulsos da península.
Durante a Guerra Santa, vários nobres lutaram para ajudar D. Afonso VI, rei de Leão e Castela. Um deles, D. Henrique, conde de Borgonha, destacou-se pelos serviços prestados à coroa e por recompensa recebeu a mão de D. Tareja, filha do rei. Como dote recebeu o Condado Portucalense. Continuou lutando contra os árabes e anexando novos territórios ao seu condado que foii tomando o contorno do que hoje é Portugal.
D. Afonso Henriques, filho do casal, funda a Nação Portuguesa que fica independente em 1143. A língua falada nessa parte ocidental da Península era o galego-português que com o tempo foi diferenciando-se: no sul, português, e no norte, galego, que foi sofrendo mais influência do castelhano pelo qual foi anexado. Em 1290, o rei D. Diniz funda a Escola de Direitos Gerais e obriga em decreto o uso oficial da Língua Portuguesa.
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POLÍTICA, ECONOMIA E SOCIEDADE
Embarcados pelo outro (1)
Dr. Ricardo Viscardi
Instituto de Filosofia, UdelaR
A imprensa de quinta-feira, 2 de agosto, registrou um acontecimento mensurável: a apresentação da maior obra da construção naval uruguaia. Trata-se de uma barcaça construída em aço, destinada ao transporte fluvial de mercadorias, que permitirá a exportação, por via marítima, da produção da fábrica de pasta de celulose Botnia. A embarcação faz parte de uma frota de três navios do mesmo tipo, que permitirão o transporte da fábrica produtora até o porto marítimo, localizado em Nova Palmira, também no rio Uruguai.
A informação televisiva do evento cumpriu com vigor o trabalho informativo, pois, além das informações sobre a magnitude da barcaça, transmitiu várias imagens que não aparecem na imprensa escrita, nem mesmo na notícia dedicada ao assunto no matutino La República(2). Este acontecimento televisivo surgiu da filmagem audiovisual da comemoração, na qual foi mostrada a participação de uma seleta presença de pessoal político, com diversidade ideológica, que incluía dois ex-presidentes e uma alegre satisfação que cruzava todos os rostos, desde os mais de direita até os mais de esquerda.
A alegria compartilhada estava longe de provir de uma solução para a divergência com a Argentina, que o único que tem feito é empantanar-se apesar do “facilitador” representado pelo rei da Espanha, mediador em um diálogo de surdos. A alegria expressada por esse conglomerado refletia não a vitória de uma solução para o conflito binacional, mas uma posição ganha pelo Uruguai --ao menos é assim que o sistema político entende.
De que deveríamos nos alegrar, nós, os depositários da soberania que transitoriamente é exercida pelos nossos representantes? O festejo do esperado retorno à superfície da construção naval no Uruguai está motivado pelo impacto de crescimento que significaria. Construir o vínculo de comércio, além de supor uma base para a indústria produtiva, aponta na direção dos efeitos multiplicadores de ocupação e atividade que a via fluvial propicia. Essa ampliação dos recursos postos em jogo é bem-vinda, em contraposição à crítica feita à indústria de celulose desde o princípio, tocada pela duvidosa graça das franquias fiscais e com escassa retenção de trabalho local, falências que poderiam ser compensadas por benéficos efeitos colaterais, como pareceria sugerir o crescimento da construção naval.
Como efeito suplementar, a ativação do transporte fluvial como saída marítima para a hidrovia da bacia platina confirma a condição estratégica que a natureza concede ao Uruguai. Essa intenção de pôr em xeque a hidrovia com terminal marítimo no Uruguai foi lembrada por figuras políticas da maioria governamental há algum tempo, como sórdida motivação da mobilização entrerriana contra a Botnia.
A parte argentina se vê acusada de pretender pôr em xeque, na altura de Fray Bentos, o gigantesco desenvolvimento que promete um derrame de riqueza sobre a margem uruguaia do Uruguai, onde se faz a conexão da navegação de ultramar, à altura de Nova Palmira, com o transporte de frutos vindos do interior longínquo da bacia platina. Essa visão estratégica de uma base industrial sustentável na produção exportável, inclusive em escala regional, explica a satisfação nos rostos que festejavam, acima dos palcos partidários, a colocação à tona d’água daquilo que Gualeguaychú queria afundar. (3)
(1)Extrato da apresentação “Alterglobalización en el Uruguay”, que será realizada no colóquio “Pensar lo Regional en un Contexto Global”, na Faculdade de Humanidades e Ciências da Educação, em Montevidéu, de 25 a 28 de setembro de 2007.
(2)Bustamante, M. “Las embarcaciones adquiridas por Botnia serán clave para el traslado de la celulosa desde Fray Bentos”, La República (02/08/07) Montevidéu, p.8.
(3) “Rubio afirmó que conflicto pastero es por intereses económicos portuarios”, La República, (04/06/07), Montevidéo, p.3. Ver também Rubio, E. “El día después”, La República, (19/07/06) Montevidéu, p.28.
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POLÍTICA, ECONOMIA E SOCIEDADE
Sindicalizados diminuem 17,8% no Brasil
LINK: http://vejaonline.abril.com.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=1&textCode=129852&date=currentDate
FONTE: revista “Veja” Online
A taxa de sindicalização no Brasil caiu quase 18% na década de 90, de acordo com um estudo coordenado pelo economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Marcio Pochman divulgado nesta quinta-feira. Trata-se da maior queda registrada entre os 12 países analisados. O estudo, feito a pedido do Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros (Sindeepres), analisou os últimos 100 anos, desde que o sindicalismo urbano foi regulamentado no Brasil. No período entre 1992 e 2002, os sindicatos perderam 17,8% de filiados. A segunda maior perda foi observada no Japão, com uma queda de 14,6% de trabalhadores sindicalizados.
A justificativa para o declínio se deve, segundo o levantamento, à "adoção de políticas neoliberais", que teriam prejudicado os trabalhadores e provocado o aumento de medidas "mais favoráveis à estabilização monetária e à liberalização e flexibilização do trabalho".
"Apesar disso [da queda nos anos 90], no Brasil tem-se assistido, desde o final da segunda metade da década de 1990, uma leve e parcial recuperação na taxa geral de sindicalização, cada vez mais estimulada pela adesão dos ocupados do sexo feminino, do meio rural e do setor terciário urbano", diz o estudo.
Os países que registraram maior crescimento na taxa de sindicalização foram Cingapura, (77%), China, (29,8%) e Turquia (20,8%). As conclusões da pesquisa foram atingidas a partir de dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
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